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O que é psicologia humanista: bases e fundamentos

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A psicologia humanista (humanismo) é baseada na crença de que as pessoas são boas por natureza. Esse tipo de psicologia sustenta que valores morais, éticos e boas intenções são as forças motrizes do comportamento, enquanto experiências sociais ou psicológicas adversas podem ser atribuídas a desvios das tendências naturais.

O humanismo incorpora uma variedade de técnicas terapêuticas que se concentram no potencial individual de cada uma e enfatizam a auto-realização pessoal.

Conteúdo

  • 1 O desenvolvimento da psicologia humanista
  • 2 Princípios da psicologia humanista
  • 3 Psicologia Humanista em Terapia
  • 4 Contribuições do humanismo para a psicologia
  • 5 Limitações da Psicologia Humanista

O desenvolvimento da psicologia humanista

O humanismo surgiu no final da década de 1950 como uma "terceira força" da psicologia, em resposta às limitações que consideravam as escolas de pensamento da behaviorismo e ele psicanálise.

Ele behaviorismo Ele era frequentemente criticado por não levar em consideração a influência da consciência e da personalidade humanas, além de ser muito determinista, mecanicista e depender excessivamente de estudos com animais. A psicanálise, por seu lado, foi rejeitada por sua forte ênfase nas forças inconscientes e instintivas e por ser determinista também.

Em 1957 e 1958, Abraham Maslow e Clark Moustakas se reuniram com outros psicólogos que compartilharam suas idéias para estabelecer uma associação profissional que enfatizava uma abordagem mais positiva e humanística da psicologia. Os princípios básicos dessa nova abordagem da psicologia foram: autorrealização, criatividade, saúde, individualidade, natureza intrínseca e significado da vida.

Depois de receber o patrocínio da Universidade de Brandeis, em 1961 foi fundada a Associação Americana de Psicologia Humanista. Outros contribuintes importantes para o desenvolvimento da psicologia humanística foram Carl Rogers, Gordon Allport, James Bugental, Charlotte Buhler, Rollo May, Gardner Murphy, Henry Murray, Fritz Perls, Kirk Schneider, Louis Hoffman e Paul Wong.

Idéias fundamentais da psicologia humanista

  • A verdadeira compreensão do comportamento humano não pode ser alcançada através do estudo de animais.
  • Existe livre arbítrio, e os indivíduos devem assumir responsabilidade pessoal por seu auto-crescimento e realização. O comportamento não é predeterminado.
  • A experiência subjetiva do indivíduo é o principal indicador de seu comportamento.
  • A autorrealização (necessidade de atingir o potencial pessoal máximo) é natural.
  • As pessoas são fundamentalmente boas e experimentarão crescimento se receberem as condições certas, especialmente durante a infância.
  • Cada pessoa e cada experiência são únicas; portanto, os psicólogos devem tratar cada caso individualmente, em vez de confiar nas médias dos estudos em grupo.

Princípios da psicologia humanista

  1. O ser humano é uma totalidade. Essa é uma abordagem holística, cujo objetivo é estudar o ser humano como um todo e não fragmentado.
  2. O ser humano tem um núcleo estruturado. Este núcleo é o seu "eu", o seu "eu" (eu), que é a gênese e a estrutura de todos os seus processos psicológicos.
  3. O ser humano naturalmente tende a sua auto-realização formativa. Colocado em face de situações negativas, você deve transcendê-las; e se o meio for definido como auspicioso, genuíno e empático, além de não ameaçador, suas potencialidades serão favorecidas.
  4. O ser humano é um ser inserido no contexto humano e vive em relação a outras pessoas.
  5. O ser humano está consciente de si e de sua existência. Ele dirige de acordo com o que era no passado e se preparando para o futuro.
  6. O ser humano possui poderes de decisão, liberdade e consciência para escolher e tomar suas próprias decisões. Essas faculdades fazem dele um ser ativo, construtor de sua própria vida.
  7. O ser humano é intencional. Isso significa que seus atos volitivos ou intencionais são refletidos em suas próprias decisões ou escolhas.

A psicologia humanista em terapia

O Psicólogos humanistas geralmente evitam o uso de técnicas objetivas de estudo, como observação não participante e experimentação científica. Os terapeutas humanistas tendem a acreditar que reduzir a natureza humana a meros números os priva de sua riqueza, e por isso usam métodos qualitativos de estudo, como entrevistas não estruturadas e observação participante.

Entrevistas não estruturadas Eles permitem que o terapeuta acesse os pensamentos e experiências de um indivíduo sem direcionar a entrevista para qualquer tópico ou idéia em particular. Em observação participante O terapeuta faz parte do estudo, facilitando a formação de relacionamentos pessoais e obtendo informações diretamente da pessoa. Outras formas de coleta qualitativa de dados usadas são as análise de biografia, diários e cartas.

A psicologia humanística integra várias técnicas terapêuticas, como a Terapia Centrada no Cliente Carl Rogers, também conhecida como "terapia de Rogers" e outras.

O humanismo sugere que cada pessoa foi criada com diferentes habilidades e necessidades, e deve confiar nelas para alcançar a cura. Os psicólogos que praticam esse método de terapia adotam uma abordagem não patológica do indivíduo, ao invés disso, têm uma orientação produtiva, adaptável e potencializadora das características e comportamentos positivos de um indivíduo durante o tratamento.

Contribuições do humanismo à psicologia

A abordagem humanística fez contribuições significativas para o campo da psicologia. É uma nova abordagem para entender a natureza humana, com novos métodos de coleta de dados em estudos comportamentais e uma ampla gama de técnicas de psicoterapia que se mostraram eficazes. Alguns dos principais conceitos e idéias que emergiram do movimento humanista incluem:

  • Hierarquia de Necessidades
  • Terapia Centrada na Pessoa
  • Consideração positiva incondicional
  • Livre arbítrio
  • Auto-conceito
  • Auto-estima
  • Auto-realização

O humanismo inspirou muitos tipos de terapia. Essas terapias concentram-se em maximizar o valor e as opções de cada pessoa, a fim de obter uma maior sensação de poder e liberdade, aumentando a autoconsciência das emoções para alcançar os objetivos que podem ajudar a promover mudanças positivas. A auto-realização é frequentemente considerada essencial para essa abordagem.

A psicologia humanista destaca o valor inerente aos seres humanos e concentra-se em sua capacidade e vontade de manter a dignidade, fortalecendo a auto-estima e a concorrência. Essa orientação de valor é considerada responsável pela criação de modelos de terapia que utilizam habilidades interpessoais para maximizar a experiência de vida.

Limitações da psicologia humanista

As experiências subjetivas dos indivíduos são tremendamente difíceis de medir, registrar e estudar. A ênfase na coleta de dados qualitativos torna quase impossível verificar as observações feitas na terapia. Por esse motivo, é muito difícil comparar um conjunto de dados qualitativos com outros; além disso, a falta de dados quantitativos significa que as teorias fundamentais não podem ser apoiadas por evidências empíricas.

Outras críticas à abordagem são suas falta de eficácia no tratamento de graves problemas de saúde mental e as generalizações feitas sobre a natureza humana, bem como a completa rejeição de alguns importantes conceitos comportamentais e psicanalíticos. Por exemplo, embora a psicologia humanista defenda que os estudos com animais são inúteis no estudo do comportamento humano, algumas pesquisas em animais deram origem a conceitos aplicáveis ​​às pessoas. Além disso, a psicologia humanística se concentra exclusivamente no livre arbítrio e na consciência, mas a pesquisa mostra que o inconsciente desempenha um papel importante na psicologia humana.

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